
E tem dias que parecem que uma
pessoa perde a vontade de viver. Olha à sua volta e não alcança nada, nenhum
horizonte onde se enquadre, nenhuma encosta onde pareça que as correntes vão
acalmar, nenhum sítio, pessoa, onde se possa sentir..bem?..viva? Talvez. Existem dias que parece que somos mais
frágeis que o vidro, em que com a não presença de algo ou de alguém, ou com o
ouvir de uma música, quebramos e todo a nossa cabeça, coração, parece rachar,
partindo todas as suas fronteiras, ultrapassando todos os seus limites! E nesses
dias, quase que se chegam a ouvir pensamentos masoquistas contraditórios à
razão pela qual nascemos. E nesses dias, eu simplesmente… não me sinto. Uma vez Einstein citou: “Everybody is a genius, but if
you judge a fish by its ability to climb a tree, it will live its whole life believing
that it’s stupid.” E talvez esteja aí o maior problema da sociedade, das
pessoas que me têm vindo a acompanhar ao longo dos meus 15 anos – acharam-se
tão superiores ao ponto de acharam ter o poder de nos atribuir valor,
capacidades, limites. Pois, mas comigo? Comigo não deveria resultar, mas cada
vez mais, de dia para dia me vejo a diminuir perante toda a gente que me
rodeia.
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