Perante tudo aquilo fiquei boquiaberta e só fui capaz de dizer: "Obrigada por me contares tudo isto. Não desistas de alguém que amas tanto." E chorei. Eu nunca amei assim.
What will happen now?
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Perante tudo aquilo fiquei boquiaberta e só fui capaz de dizer: "Obrigada por me contares tudo isto. Não desistas de alguém que amas tanto." E chorei. Eu nunca amei assim.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Vie.
Ando há dias para escrever. Mas ando com tanto medo. Não sei, parece que aquilo que estou a sentir não é compatível com as palavras que habitam no meu pensamento. Tudo parece confuso. Aquilo que um dia me parece certo, no dia seguinte, parece-me errado. Estou esgotada sabem? Completamente cansada. Não me sinto com forças para nada neste momento. Mas sei que existem pessoas em posições piores então de manhã faço por me certificar que as pessoas não vão ver de mim nada mais do que um forte sorriso e aquela minha gargalhada estúpida e estridente. Ando carente. A todo o momento as palavras de conforto são bem-vindas, mas a todo o momento elas faltam. Tenho a noção de que por vezes se abraçasse um amigo ou uma amiga, desabaria, no mesmo momento, no mesmo sítio. Então quando o faço, faço mas faço com metade da intensidade que quero. Como se metade da minha dor desaparecesse, mas a outra metade continuasse lá, a mexer com a minha vida e a replicar-se de dia para dia. A todo o momento me apetece estar com alguém. Não tenho gostado de estar sozinha. Mas este tempo em que escrevo está a saber-me bem. Adoro fazê-lo porque choro sempre e parecendo que não, são lágrimas que se vêm a acumular e a lutar para sair cada uma para a fazer a sua justiça. Tenho pena. Muita pena mesmo. Da pessoa que me tornei, dos meus dias, dos meus medos, da minha vida, dos meus sonhos que nem chegam a ser idealizados devido a todos aqueles que um dia se foram. Gosto de dizer que as estrelas são os sonhos de cada um, mas que só tem direito a uma estrela aquele que luta pelos seus sonhos e acredita que é capaz. Pois eu não tenho lá nenhuma. Sou capaz de me odiar várias vezes ao dia e de me rebaixar a toda a hora. Ai mas se soubessem o quanto eu amo por dia. Eu amo em demasia. Mas ele nem imagina. Eu penso em tanta coisa. Mudei de assunto eu sei. Mas isto anda a consumir-me! Não vos sei explicar, só desejo que todos consigam amar alguém assim. Deste jeito quente e frio ao mesmo tempo. Deste jeito capaz de aguentar uma relação à distância. Deste jeito capaz de provocar os mais diferentes sorrisos. Tenho 16 e tenho medo de o dizer. Mas sabem.. não me imagino a amar tanto alguém como o amo neste momento. É um sentimento tão mas tão assustador. É capaz de me fazer chorar devido à sua importância porque um dia já fui independente. Um dia já disse: "Amar? Eu? De jeito algum." E ainda hoje quando ele vai embora e diz: "Amo-te muito!" Eu digo adeus de forma fria mas por dentro idealizo o discurso mais caloroso onde as palavras amo-te e saudades predominam. Sou fria demais para o dizer alto, mas apaixonada por demais para o dizer para mim quase explodindo com as poucas paredes que ainda me protegem. Sim, aquelas do coração que sei que já vos partiram ou deixaram uma marca de qualquer forma. Nem que sejam palavras quase desaparecidas mas que ainda assim tendem a persistir na vossa memória. Amo como o amam os peixes o mar, amo como amam as pessoas o verão. Amo de forma silenciosa e de forma divertida. Amo tanto que não me reconheço. Olho-me ao espelho e vejo uma Kika capaz de amar e penso: "Podes estar a sofrer, a perder tudo e todos. Mas pensa, ganhaste o dom de saber amar. E esta Kika eu quero olhar no espelho para sempre."
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Estupidez mais estúpida.
O difícil num texto é sempre começar. O que dizes no início é o que faz com que queiram ler o resto. O amargo das palavras e o doce dos gestos. Tudo isso me leva a escrever. Consegui despertar a atenção? Desculpem. Estava sem ideias para começar.
Ontem fui a Coimbra e na viagem, o meu pai, para variar, vinha com excesso de velocidade. Pus-me a imaginar se algo corresse mal, houvesse um acidente e ao invés de eu morrer, ficasse numa cadeira de rodas, com um atraso qualquer. Como aconteceu com a mulher do cantor Chris Medina. Quem ficaria comigo? Quem cuidaria de mim? Poucos foram os nomes que eu consegui ter a certeza que não me abandonariam.
Depois pensei se isso acontecesse com alguém que eu gostava. Com o Rui por exemplo. A primeira coisa que eu acho que as pessoas iriam comentar caso eu ficasse com ele era: "é por pena". Mas eu tenho a certeza que não. Se ficasse com o Rui seria porque o amava, e independentemente de ele estar numa cadeira de rodas, de não se lembrar de mim ou até mesmo de não saber quem é ele próprio, eu ficaria com ele. Não por.pena mas sim porque um dia o tinha conhecido tal como ele era, a sua essência. Porque foi ele que me fez feliz, me tornou melhor e cuidou de mim. Sentia-me grata por lhe poder ajudar e fazer sentir melhor, não me sentia com pena. Aposto como o ia amar cada vez mais de dia para dia. E se no dia seguinte ele me pergunta-se, outra vez, quem eu era e porque estava com ele, todos os dias a resposta ia ser a mesma. Contava-lhe como nos conhecemos, como fomos e seríamos felizes e tudo aquilo que sentia por ele, que parece não ter limites. Contava-lhe a nossa história. E tenho a certeza, certeza absoluta, que por momentos ele se iria sentir especial. E isso era o que me dava força para voltar ali no dia seguinte. Ok, mas isto não vai acontecer. Pensei nisto e queria mesmo escrever. Ao refletir sobre isto constatei que o Rui é realmente a pessoa que mais amei até hoje e sei que vou ser capaz de amar.
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