terça-feira, 1 de janeiro de 2013

De acordo com o relógio do meu telemóvel são neste preciso momento 5:17 da manhã do dia 1 de Janeiro de 2013. A verdade é que tudo parece estar a desmoronar-se, tudo à minha volta parece não ter encaixe, sentido para existir. Tudo parece estranho, distante. Irreal. Desculpa estar completamente destruída por dentro, danificada, desculpa estar sempre de mal com a vida, desculpa o facto de estar sempre a desculpar-me. A realidade é que neste dia deveria estar feliz, desejar o melhor para 2013, lutar por estar bem ou ficar bem por momentos. Mas não consigo. Cada vez mais estou crente que a maior certeza que tenho neste presente é o amor que sinto por ti. Meu Deus, "amor". Nem sabes o quanto esta palavra me assustava. Agora, uma vez contigo, o meu maior desejo e ambição, é desvendar o seu significado até ao meu último suspiro. Estou a chorar a escrever-te. Vês? Eu não estou bem. Mas amo-te. E posso dizer-te que todo este sentimento me assusta. Assusta-me a forma como te desejo, como te odeio num minuto e no minuto a seguir te quero com todas as minhas forças. Pois. Desculpa, parece uma daquelas cartas à anos 80. Foi para o que  me deu.. Posso até por vezes afirmar que seguiria de cabeça levantada caso um dia me deixasses, mas não é verdade. Esse seria mais um motivo pelos quais pensaria em desistir. Não desistir de viver porque jamais o faria. Mas desistir de lutar pela minha felicidade. Esperar para acontecer. Vivemos um amor adolescente, quente e fugaz. Um amor que não é doentio mas que sempre arranja cura para as minhas e as tuas feriadas, que tanto nos definem. Juntos tornamos nos os maiores inimigos da distância, os mais resistentes. Não sei o que me deu para te escrever a esta hora, mas numa altura em que todos parecem estar a deixar-me eu só te quero como a minha maior certeza. Por isso mesmo repito: Amo-te. Amo-te de todas as formas, de todos os feitios, de todos os ângulos. Amo-te desse, deste, ou daquele jeito. Amo-te perto ou longe. Perto. Amo-te. Amo-te desse jeito louco, desse jeito que é tão teu. Amo-te por não teres desistido de mim. Amo-te por me aturares em todos os momentos. Amo-te porque me salvaste de um naufrágio onde nenhum barco de salvamento parecia chegar. Tu foste esse "barco". Amo-te porque me amas.
Já disse que te amo?

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